I'll stick around


terça-feira, junho 10, 2003
PopEyes has landed

Tô mó feliz que o último post teve um comentário do Genaro Rodrigo. Visita ilustre, uma das metades do genial porém exitinto blog d'Os Genaros.
Falando em Genaros, aproveito o espaço para divulgar ao mundo que a PopEyes já está no ar. O que é a PopEyes? É uma revista eletrônica de cultura pop, uma parceria entre eu, o Genaro Renato, a dANI, a Sharon e o Peixe. sem sacanagem, entrem lá porque vale a pena. E, tenho de dizer, é muito legal ter um espaço para falar um pouco das coisas que gostamos e entre pessoas que gostamos. Dá uma forcinha pra gente, visite, coloque entre os favoritos, divulgue. Nós agradecemos!


quarta-feira, junho 04, 2003
eu só queria entender porque tenho que segurar o choro cada vez que a introdução de Heaven and Hell fica tocando na minha cabeça. e isso em plena sala de redação da faculdade.
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nem falei nada do sattva de sexta e de quanto virei fã do Ludov porque não ando in the mood for writing. isso tem que mudar logo porque alguma coisa vem por aí.
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não, senhoras e senhores, ainda não caiu a ficha da paternidade na minha cabeça. e não vai cair até ela nascer. não sei, acho que preciso colocar no papel, algum dia antes de ela nascer, o que ela representa para mim. não pensem vocês que são só coisas boas. o conjunto é bom, mas tem algumas coisas não tão legais envolvidas. às vezes me sinto meio mal de confessar isso. todos com quem falo dizem que "uma criança é uma coisa maravilhosa", "é uma benção na sua vida", "só traz felicidade", etc. não que eu duvide dessas pessoas, de maneira nenhuma. mas a pessoa mais humana e mais sincera que me falou algo sobre o assunto foi mamãe mesmo. logo que eu participei a notícia (um dos usos de participar como transitivio direto) para meus pais, atônito e choroso, ela olhou para mim com uma carinha sorriso-choro e me perguntou: "mas e você, como tá? e seus sonhos, seus planos? você tá bem?". não que quem me deu os esfuziantes parabéns esteja errado. de maneira nenhuma. mas ela me conhece tanto que até dói. apesar de não ser mais a confidente de tempos atrás, ela ainda me conhece muito e sabe dos meus medos. e da minha falta de certeza e de meu comportamento tíbio. acho que só ela entendeu os 15 minutos de choro convulsivo que passei logo depois do impacto da notícia. sabe aquela papagaiada de dizerem que um filme da sua vida passa diante de seus olhos antes de morrer? então, a notícia fez o filme dos meus sonhos todos, desde aqueles de domínio público até os que eu não revelo para ninguém mesmo, passar diante dos meus encharcados olhos. veja bem, não é reclamação, tá? é constatação. é perder a sensação de chão (taí outra sensação experimentada pela primeira vez nesse momento). é começar a ver tudo em perspectiva. é tentar ver sempre o lado bom das coisas. não é fácil. e ninguém disse que seria.
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então, falando de sattva e ludov, que som bom, rapaz! o improviso que eles estavam levando quando adentrei o recinto era deveras apetitoso, putz, genial. e quando começaram rolar as covers em si, caralho, muito foda. foi legal conhecer pessoalmente o vlad e o pessoal da banda. todos atenciosos e simpáticos. levaram uma música do air, all i need, caralho, que linha de baixo brutal. e ainda teve norwigean wood, perfeita. e claro, poder encontrar o casal Oasis em si: Renato e dANI. E ainda rever a Sharon, como isso me faz bem. vou pra lá na sexta feira 13, com certeza.
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acho que hoje é só. vem aqui de vez enquando para ver se ainda existo, tá?


sexta-feira, maio 16, 2003
Well, well, well... Guess who's back in town?

What the hell, estava escrevendo um post longuíssimo mas o maravilhoso BROGGER fodeu a biela e eu não vou recomeçar de novo.
Basta dizer que era uma elaborada babação de ovo pelo Thibes e como eu mudaria o nome do meu blog para "i wanna write like Thibes".
Mas sempre foi assim, desde o começo desse espaço. Só resolvi fazer o blog acontecer depois de muitas conversas com ele pelo ICQ. Claro que depois pessoas especiais como a Sharon, o Rodrigo e a Dani apareceram por aqui e sempre em estimularam a continuar com isso.
É por iso que decidi continuar. Não sei com que freqüência (usei trema!), mas I'll stick around.

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Decidi outra coisa: não posso morrer sem ver os Foo Fighters tocando "Times Like These".
Não mesmo.

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Minha filha ainda não tem nome. A minha vida tá bem um caos, mas dessa vez eu decidi que o desânimo não me pega não. Nem o desepero. Não tem porquê. Falei para a minha mãe hoje: se soubesse que desepero e preocupação desmedidos fizessem dinheiro brotar do chão, ficaria 24 horas assim. Como não é o caso, não mesmo.

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Acho que é só isso, vai sem epígrafe mesmo. Ou não?
Bah, tá bom, epígrafe em negrito e itálico.
Só para você.


terça-feira, abril 29, 2003
Top 7 de covers que eu tocaria na minha banda

1. Taxman, dos incomparáveis Beatles
2. Uma seqüência matadora de The Who, que com as emendas seriam uma música só: Heaven and Hell, A Quick One While He's Away e a matadora versão de 15 minutos da My Generation, no Live at Leeds
3. Search and Destroy, dos Stooges
4. 1977, do Clash
5. Safari, dos(as) Breeders
6. King Crisis, do Helmet (essa eu aposto que ninguém conhece, hahahahaha)
7. On a Plain, do Nirvana

Não me pergunte porque faço um top 7 ao invés de um Nick-Hornbyniano top 5 ou um clássico top 10.
Essa canções me fazem sentir bem, e isso é tudo que preciso por esses dias.
Ei, tem alguém aí que quer fazer banda comigo?
Vai ter que me ensinar a tocar guitarra e não me deixar mais ser preguiçoso.
A guitarra, o ampli e o brilho nos olhos já estão por aqui.
Alguém? Alguém?


segunda-feira, abril 28, 2003
Comunicado de abandono forçado de emprego

Mais um longo e tenebroso inverso sem posts.
Não tô com vontade de escrever. Mas acho que preciso.
Então, fui mandado embora da empresa.
Quer dizer, sexta ela já tinha me demitido, mas tinha pedido para que eu ficasse até o dia 5.
Foi tudo sossegado, até concordei com ela, sabe?
Eu tava encostado há tempos. Ela me elogiou o texto, mas disse que eu não tinha o perfil para assessoria.
Tudo perfeito, sem problemas.
Mas hoje ela chegou surtando, me cobrando mil coisas, dizendo que eu era um ingrato, que queria que eu me dedicasse, que ela estava para perder a conta.
Ah, não me segurei. Coloquei o máximo de ironia possível na minha voz e disse :"Puxa, mas você não está vendo o ânimo que estou para trabalhar, sabendo que não importe o que eu faça, estarei fora?"
Claro, dei motivo para ela surtar. Mas tem certas coisas que são humanamente impossíveis de serem engolidas. Esse ataque dela era uma dessas certas coisas.
Isso feito, madou eu arrumar minhas coisas, devolver a chave e ir embora hoje mesmo

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Não vou negar que estou muito preocupado.
Em babyless times, aliás, eu estaria exultante com esse chacoalhão que foi a saída do pior de todos os empregos que já tive.
Mas tem ela.
Ela, a menina que (ainda) não tem nome, mas me enche de delícia mas de angústia também.
Por ela, perdi a vergonha que tinha e mandei vários mails currículo para todas as pessoas que me lembro.
Inclusive vários ilustres professores.
Ei, i have to be a better man.
Agora não é só por mim.
Se você puder ajudar, sabe onde me encontrar.
Hasta!


terça-feira, abril 22, 2003
Notorious sideburns

Vem cá, usar costeletas é ser gordo é uma exclusividade para Elvis Presley?
Tudo bem, já até acostumei com as gracinhas.
Mas hoje foram quatro delas no curto espaço que separa o escritório do kilão.
E o pior, duas delas de crianças (não mais de 12 anos), que instentemente berravam em uníssono que "Elvis não morreu".
Caramba, os tiozinhos e pessoas da minha idade, vá lá.
Mas não sabia que a mania de zoar gordos de costeleta chamando-os de "Elvis não morreu" tinha sido passada para as criancinhas, como que uma herança cultural.
Podem tripudiar, azucrinar e debochar.
Essas costeletas não sairão daqui tão cedo!


quarta-feira, abril 16, 2003
Uma semana sem posts

Na verdade, seis dias sem posts.
Não entendo essa falta de ânimo. Quer dizer, até entendo, mas sei que ela não deveria durar tanto.
Tá certo, quinta passada rolou uma coisa que me baqueou MUITO.
MUITO mesmo, como poucas coisas na minha história recenete me baquearam.
Foram seis longos meses de espera-quase-certeza que acabou se tornando a certeza de não acontecer.

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Chega disso. Mas o cilma não muda.
Tristeza, porque como bem lembrou o Rodrigo, Michael Jordan vai parar mesmo.
Não nego, sempre babei ovo para o cara. Coisa de fã deslumbrado mesmo. Tive a tremenda sorte de ver ele jogar durante muitos anos, pude acompanhar com muita torcida os 6 campeonatos que ele conquistou no Chicago Bulls, todos eles, assisti a todos os jogos. Valia a pena ficar acordado até tarde.
Quando ele parou pela segunda vez, quando deixou o Chicago para trás, derrubei umas boas lágrimas.
No começo, não fiquei muito feliz quando ele voltou para a NBA para jogar no Washington. Depois me acostumei.
Mas nunca mais foi a mesma coisa. O lugar dele era na tal camisa 23 (jersey #23, como eles dizem por lá) do Chicago Bulls. Seja na vermelha, na branca ou até na preta. Aquela apresentação do cara em separado, com o jogo de luzes e a voz triunfal do locutor quando ele entrava em quadra era de arrepiar.
Não tenho muito mais a dizer.
Michael Jordan fala por si mesmo.
Ou como ele diz em seu site "I don't want anybody to think I can't score, I can score if I want to.".
Esse é O cara.