I'll stick around


terça-feira, abril 29, 2003
Top 7 de covers que eu tocaria na minha banda

1. Taxman, dos incomparáveis Beatles
2. Uma seqüência matadora de The Who, que com as emendas seriam uma música só: Heaven and Hell, A Quick One While He's Away e a matadora versão de 15 minutos da My Generation, no Live at Leeds
3. Search and Destroy, dos Stooges
4. 1977, do Clash
5. Safari, dos(as) Breeders
6. King Crisis, do Helmet (essa eu aposto que ninguém conhece, hahahahaha)
7. On a Plain, do Nirvana

Não me pergunte porque faço um top 7 ao invés de um Nick-Hornbyniano top 5 ou um clássico top 10.
Essa canções me fazem sentir bem, e isso é tudo que preciso por esses dias.
Ei, tem alguém aí que quer fazer banda comigo?
Vai ter que me ensinar a tocar guitarra e não me deixar mais ser preguiçoso.
A guitarra, o ampli e o brilho nos olhos já estão por aqui.
Alguém? Alguém?


segunda-feira, abril 28, 2003
Comunicado de abandono forçado de emprego

Mais um longo e tenebroso inverso sem posts.
Não tô com vontade de escrever. Mas acho que preciso.
Então, fui mandado embora da empresa.
Quer dizer, sexta ela já tinha me demitido, mas tinha pedido para que eu ficasse até o dia 5.
Foi tudo sossegado, até concordei com ela, sabe?
Eu tava encostado há tempos. Ela me elogiou o texto, mas disse que eu não tinha o perfil para assessoria.
Tudo perfeito, sem problemas.
Mas hoje ela chegou surtando, me cobrando mil coisas, dizendo que eu era um ingrato, que queria que eu me dedicasse, que ela estava para perder a conta.
Ah, não me segurei. Coloquei o máximo de ironia possível na minha voz e disse :"Puxa, mas você não está vendo o ânimo que estou para trabalhar, sabendo que não importe o que eu faça, estarei fora?"
Claro, dei motivo para ela surtar. Mas tem certas coisas que são humanamente impossíveis de serem engolidas. Esse ataque dela era uma dessas certas coisas.
Isso feito, madou eu arrumar minhas coisas, devolver a chave e ir embora hoje mesmo

***

Não vou negar que estou muito preocupado.
Em babyless times, aliás, eu estaria exultante com esse chacoalhão que foi a saída do pior de todos os empregos que já tive.
Mas tem ela.
Ela, a menina que (ainda) não tem nome, mas me enche de delícia mas de angústia também.
Por ela, perdi a vergonha que tinha e mandei vários mails currículo para todas as pessoas que me lembro.
Inclusive vários ilustres professores.
Ei, i have to be a better man.
Agora não é só por mim.
Se você puder ajudar, sabe onde me encontrar.
Hasta!