I'll stick around


quarta-feira, junho 04, 2003
eu só queria entender porque tenho que segurar o choro cada vez que a introdução de Heaven and Hell fica tocando na minha cabeça. e isso em plena sala de redação da faculdade.
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nem falei nada do sattva de sexta e de quanto virei fã do Ludov porque não ando in the mood for writing. isso tem que mudar logo porque alguma coisa vem por aí.
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não, senhoras e senhores, ainda não caiu a ficha da paternidade na minha cabeça. e não vai cair até ela nascer. não sei, acho que preciso colocar no papel, algum dia antes de ela nascer, o que ela representa para mim. não pensem vocês que são só coisas boas. o conjunto é bom, mas tem algumas coisas não tão legais envolvidas. às vezes me sinto meio mal de confessar isso. todos com quem falo dizem que "uma criança é uma coisa maravilhosa", "é uma benção na sua vida", "só traz felicidade", etc. não que eu duvide dessas pessoas, de maneira nenhuma. mas a pessoa mais humana e mais sincera que me falou algo sobre o assunto foi mamãe mesmo. logo que eu participei a notícia (um dos usos de participar como transitivio direto) para meus pais, atônito e choroso, ela olhou para mim com uma carinha sorriso-choro e me perguntou: "mas e você, como tá? e seus sonhos, seus planos? você tá bem?". não que quem me deu os esfuziantes parabéns esteja errado. de maneira nenhuma. mas ela me conhece tanto que até dói. apesar de não ser mais a confidente de tempos atrás, ela ainda me conhece muito e sabe dos meus medos. e da minha falta de certeza e de meu comportamento tíbio. acho que só ela entendeu os 15 minutos de choro convulsivo que passei logo depois do impacto da notícia. sabe aquela papagaiada de dizerem que um filme da sua vida passa diante de seus olhos antes de morrer? então, a notícia fez o filme dos meus sonhos todos, desde aqueles de domínio público até os que eu não revelo para ninguém mesmo, passar diante dos meus encharcados olhos. veja bem, não é reclamação, tá? é constatação. é perder a sensação de chão (taí outra sensação experimentada pela primeira vez nesse momento). é começar a ver tudo em perspectiva. é tentar ver sempre o lado bom das coisas. não é fácil. e ninguém disse que seria.
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então, falando de sattva e ludov, que som bom, rapaz! o improviso que eles estavam levando quando adentrei o recinto era deveras apetitoso, putz, genial. e quando começaram rolar as covers em si, caralho, muito foda. foi legal conhecer pessoalmente o vlad e o pessoal da banda. todos atenciosos e simpáticos. levaram uma música do air, all i need, caralho, que linha de baixo brutal. e ainda teve norwigean wood, perfeita. e claro, poder encontrar o casal Oasis em si: Renato e dANI. E ainda rever a Sharon, como isso me faz bem. vou pra lá na sexta feira 13, com certeza.
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acho que hoje é só. vem aqui de vez enquando para ver se ainda existo, tá?