I'll stick around


sexta-feira, fevereiro 21, 2003
Tédio, tédio, muito tédio. Mortal.
E o pior é que entediado não rola de jeito nenhum post legal.
Tédio, tédio, muito tédio. Mortal.
Tem alguém por aí? Alô, alguém?
Daqui a pouco, desapareço.
Não deixa acontecer não, vai.
Olha, se quiser, me procura no ICQ (meu número é o 20430892).
Me escreve um e-mail (danierp@uol.com.br), deixa um comentário.
Ah, e desculpa aí pelo post carentão. Passa logo, eu garanto.
Esse blog logo voltará com sua programação normal.


Quem raios é Pintacuda?

Essa é em homenagem ao Genaro Renato, do citadíssimo blog d'Os Genaros.
Em um de seus post de ontem (20/02), ele postou a letra da Marcha do Gago, modinha de carnaval de 1950, gravada por Oscarito e que faz referência a um tal de Pintacuda. Eu já desconfiava que era um antigo corredor de automobilismo, dos tempos pré-Fórmula 1. Fiz uma pesquisa e encontrei esse texto aqui. Divirtam-se!

POLE POSITION
E-mail: sergi.magalhaes@bol.com.br

SERGIO MAGALHÃES

Vai, Pintacuda, vai...

É uma pena que pouco registro da chamada era romântica do automobilismo brasileiro, a gente encontra escrito em livros. Por isso vou tentar satisfazer a curiosidade que o leitor Guerino Paschoini me pediu já faz algum tempo, sobre um tal “Pintacuda”, que segundo o leitor, foi motivo de uma aposta com seu filho, sobre a existência e as façanhas do desconhecido piloto, e que eu prometi escrever assim que tivesse oportunidade.
Então vamos lá. Existiu sim, um piloto ítalo-argentino, chamado Carlo Pintacuda, que barbarizava nas pistas na década de 30, onde os grandes ases do volante eram os alemães Rudolf Caracciola, Bernd Rosemeyer, os italianos Tazio Nuvolari, Nicole Varzi, o francês Louis Chiron e tantos outros pilotos que foram grandes ídolos do automobilismo quando ainda não existia a Fórmula 1.
Naquela época não existia campeonatos. As corridas eram esporádicas e simplesmente chamadas de “Grand Prix”. Aqui no Brasil, as corridas se concentravam entre São Paulo e Rio de Janeiro. Não existia autódromos, mas o GP do Rio de Janeiro ganhou destaque internacional e começou atrair pilotos de vários países, principalmente pelos desafios do circuito da Gávea, inaugurado em 1933. Eram 12 quilômetros de uma pista urbana que começava na praia do Leblon, seguia pela avenida Niemeyer beirando um precipício de uns 30 metros rente ao mar, passando na seqüência pela Gruta da Imprensa, morro Dois Irmãos, favela da Rocinha (que na época ainda não existia) e voltava para o Leblon depois de contornar 50 curvas de vários tipos, em piso que variava entre asfalto, concreto e paralelepípedos delimitados por trilhos de bonde. Tudo isso sem contar que o público ficava de pé assistindo da calçada sem o mínimo daquilo que se podia chamar de proteção, ou segurança. Uma pista de corrida com estas características de suicídio coletivo, não poderia ter recebido outro nome: “Trampolim do Diabo”. E esse desafio atraia nomes famosos como Chico Landi, Domingos Lopes, Piero Taruffi, Juan Manuel Fangio (o argentino que mais tarde conquistaria cinco títulos na F-1), Manuel de Teffé, Hans Von Stuck (pai do piloto alemão que tinha o mesmo nome e competiu na F-1 nos anos 70) e Carlo Pintacuda, vencedor de algumas corridas no Brasil e que por causa de seu arrojo e velocidade, acabou virando letra de marcha carnavalesca.
Uma das vitórias de Pintacuda aconteceu lá mesmo, no Rio de Janeiro, em 37, conforme relata o jornalista Eduardo Correa, em uma das páginas de seu livro “Pela glória e pela Pátria”. Depois de 279 quilômetros percorridos em 3 horas e 22 minutos, debaixo de chuva, Pintacuda venceu com uma Ferrari, batendo o Auto Union de Hans Stuck por apenas oito segundos de diferença.
Portando o considerado “seu” Guerino, que na época acompanhou a carreira do desconhecido piloto (principalmente para os mais novos), não estava mentindo para filhos e netos, quando dizia ao ser ultrapassado nas ruas e estradas: “vai, Pintacuda, vai...”




Coisinha rápida, só para dizer que o glorioso alvinegro segue forme e forte na Libertadores.
3x1 contra o 12 de Octubre com direito a golaço de falta do Nenê.
Mais tarde eu volto!


quinta-feira, fevereiro 20, 2003
Ah, vocês querem saber o que eu achei da épica Conspiracy, da gloriosa banda Zorak?
Já ouviram falar em complacência em razão da amizade? Então, mais ou menos por aí.
Brincadeiras à parte, as partes não melódicas da música (a intro e as partes pré e pós-solo) são bem escutáveis para quem gosta de um som mais pesado. Mas o solo, jesus fucking crust, que coisa pavorosa!

E só para constar, o Zorak é a banda de dois grandes amigos meus, o Allan e o Neto.
Qualquer dia eu falo mais dessa galera. Não esqueci de vocês não, viu?


Da série Como é bom ter amigos que têm banda de metal


Neto: eu estou com a música nova do Zorak aqui, quer ouvir ??
Public Enemy nº1: opa!
Neto: só que eu tenho que passar por email
Public Enemy nº1: beleza
Neto: aceita 5Mb?
Public Enemy nº1: aceita...
Neto: foi, só o vocal do Allan que tá muito ruim
Public Enemy nº1: hahahah, sério?
Neto: está muito alto
Neto: sério
Public Enemy nº1: é música de vocês ou é cover?
Neto: nossa, chama Conspiracy
Neto: me fala o que vc acha, tá mais para progressivo do que melódico
Public Enemy nº1: jesus, é como decidir preferir merda a cocô... hahaha
Neto: Vai se fudê, seja sincero, se vc não gostar me fala.
Public Enemy nº1: claro...


Postcars from São Paulo


Sou um cara mais observador do que gostaria. Me ligo em uns detalhes bobos e muitas vezes, por ficar tão em cima desses, perco o tal big picture das coisas. Mas às vezes, isso compensa. Surge uma bela imagem, uma inspiração ou um sorriso no rosto. Ontem, o glorioso metrô de São Paulo me proporcionou uma dessas imagens.

Eu estava prestes a entrar no trem na estação Santa Cruz, cumprindo uma de minhas neuroses, que é ficar exatamente em frente à porta do vagão que me deixará mais próximo da escada de saída da estação São Judas, estação de casa. A porta abre e, devido ao meu excelente posicionamento, já vejo que existem bancos vazios, inclusive um duplo, os meus preferidos, em razão do meu avantajado porte. Mas um pouquinho depois da porta abrir, vejo um casal de namorados meio esbaforido logo atrás de mim, cobiçando o tal banco duplo vazio.

É aí que a tal observação dos detalhes muitas vezes bestas me deixou com um sorriso no rosto.
Eu percebi que tudo que aquele casal, que estava correndo para entrar no metrô, queria era uma chance de ficar junto. Foi uma coisa de segundos, menos até talvez. Mas essa mania de buscar os pequenos detalhes me deixou treinado. E como eu sei o quanto é bom ficar abraçado em qualquer lugar quando se está com alguém que goste, sorri mentalmente e com um ar bem blasè, deixei a moça passar na minha frente e saltar em direção ao banco duplo, como se não me importasse aquele lugar.

Claro que eu queria sentar naquele banco. Tinha um bom livro para ler, enfrentei um ônibus se não tão lotado, que me fez ficar em pé do Itaim até a Vila Mariana e estava cansado.

Mas nem liguei. O prazer de ver um casal legal feliz , contente e abraçado por ter conseguido sentar junto num vagão de metrô meio lotado já é o suficiente, mesmo que não sido percebido por mais ninguém e nem mesmo reconhecido pelo casal em questão. Li meu livro em pé mesmo, com uma pontinha de orgulho e felicidade por ter proporcionado um pouco de alegria daquele casal. Desci na São Judas um bocado melhor.


Que fique registrado aqui. Eu não suporto mais trabalhar nesse lugar!
Não há o que fazer e pior, eu tenho que fingir que estou fazendo alguma coisa para não dar bandeira.
Ridículo. E vocês, amiguinhos, que acham que tem um Murphy sentado em cada cadeira de chefe próxima a vocês, saibam que a Murphy daqui é disparado a pior pessoa para você conviver diariamente.

Dentro do espírito, alguém teria uma vaguinha por aí, de preferência algo relacionado a jornalismo?
Qualquer coisa, freela, contratado, estagiário. Negocio até uns trabalhinhos de graça só para ter o prazer de fazer uma matéria qualquer que seja. Sem preconceito de assunto ou publicação.
Olha, sou gordo e ocupo espaço, mas costumo render bem se devidamente estimulado.
Preciso mudar de ares, estou ficando preguiçoso e vou acabar perdendo o mínimo resto da minha aura de "promessa no jornalismo". Malditos sejam os esforçados. Eles não dão chance pra ninguém, ainda mais para aqueles que se acham (notaram o grifo?) talentosos. Assim não tem graça.

Para deixar o post um pouco mais leve, peço encarecidamente aos leitores que votem para a eliminação dos meus simpáticos concorrentes no Big Brother Genaro, mais uma das criações d'Os Genaros. Não que eu não goste dos outros participantes, muito pelo contrário.

Ainda sobre o tema, prometo que vou escanear a foto e passar para você, Genaro Renato. Logo vocês verão esse gorditcho simpático (minha mãe acha!).

Conversas de um fim de tarde (19/02/2003)

Clau: ?
Public Enemy nº1: ?
Clau: oi, dani, como agora eu só vejo vc off no meu icq, resolvi testar para saber se vc estava on ou off mesmo
Public Enemy nº1: tô on! :-)
Clau: é que estou trabakhando direto em um ritmo frenetico desde as 9, entrei no icq só agora para poder descansar um pouco
Clau: vc esta bem? me pareceu triste ontem
Public Enemy nº1: triste? tô não linda... só cansado... :-)
Clau: ah, entaum tudo bem
como está aí
Public Enemy nº1: uma grandessíssima merda
Clau: vc esta procurando outras coisas
Public Enemy nº1: não...
Clau: procure outro dani, vai pesquisando
Public Enemy nº1: mas onde? o mercado está uma merda total!
Clau: isso é verdade, estamos todos fritos, mas sabe pq eu falo isso dani
pq vc é muito inteligente para ficar tanto tempo aí
Public Enemy nº1: questiono essa inteligência, Clau... não sei se ajuda alguma coisa... os esforçados sempre se dão melhor que os inteligentes
Clau: naum dani, é que vc ainda naum caiu nas mãos certas, infelizmente
vc naum é como eu e muitos outros da sala q esta em fase de aprendizagem, vc já tem uma puta bagagem, é uma inteligencia nata, tente perguntar sobe qq vaga para o máximo de pessoas q vc puder
Public Enemy nº1: eu pergunto clau... mas é realidade, os esforçados se dão melhor, e eu tenho mais cultura que a maioria, isso pode ser, mas eu nunca assinei meu nome em porra de matéria nenhuma na vida... isso tá começando a me deixar puto, triste e desanimado
Clau: ai dani, se eu pudesse te ajudar...
talvez esteja faltando ousadia em vc, é eu sei que é difícil e que o mercado tá uma bosta, mas vc deve se sentir o fudidão e perguntar para quem quer q seja sobre uma possível vaga, entre em tudo quanto for site e inscreva-se, faça todos os testes q surgirem a partir de amanhã,
Clau: pergunte de novo para o reuters, assim q encontrá-lo, sem vergonha alguma, pois tem meia dúzia de vacas q vivem atrás dele e naum tem um quarto de sua capacidade, pó
Public Enemy nº1: clau, você é um anjo bom na minha vida... gostaria que tudo que você tá falando fosse verdade... mas vou tentar mudar um pouco, ser mais pró-ativo
Clau: tudo o que estou falando sobre sua capacidade é verdade, vc é muito para esse fundo de quintal, seja totalmente pró-ativo, aprovite q a cásper tem um bando de professores e vai pesquisando eventuais vagas em algum lugar, dani, vai por mim, naum tenha vergonha de nada


terça-feira, fevereiro 18, 2003
Da série "Como eu podia viver sem saber disso?"

Modelos são magras por natureza, não por fome: estudo brasileiro


Se não güenta, por quê veio?

Olha, quer muito eu não queria, mas vou ter de postar um dos meus escritos.
Porque umas das razões de realmente ter um blog foi para escrever mais. Não especificamente textos ficcionais, mas eles também. Então, para começar, um dos meus textos. Espero que gostem. O estilo é tosco-poser mesmo, essas frescuras de minúsculas em todos os períodos e ausência de título. Mas lê aí. E comenta, para o bem ou para o mal, certo?


sei lá, que fosse simples como abrir a porta de casa. que viver fosse como se guiar pela sua casa, aquela em que você mora faz tempo, que você decorou cada quina, cada batente e cada interruptor de luz em qualquer que seja o cômodo, num dia claro, daqueles que a luz rasga até as cortinas fechadas.

mas não é. a sensação de viver que eu tenho pode ser resumida numa imagem um tanto quanto prosaica: minhas idas nocturnas à geladeira para saciar a minha sede de água gelada. sou míope, mais de 12 graus em cada olho.

levanto da cama já procurando o apoio da prateleira da televisão. não pego os óculos. tropeço na cadeira até encontrar o batente. nesse ponto, é só descer um pouquinho a mão e alcançar a maçaneta. abro a porta e dou dois passos e meio e procuro pelo batente do banheiro. passo a mão por ele e com mais três passos procuro a quina que indica o fim do corredor/começo da sala.

dou mais três passos e meio em diagonal direita/esquerda para desviar das cadeiras da mesa de jantar. toco a parede e dou um direita volver. mais dois passos agora e encosto na napa que recobre a porta sanfonada leva à cozinha.

com um passo, me viro para a esquerda e abro a geladeira, pego a garrafa d'água e fecho. com mais dois passos, encosto minha barriga no frio granito da pia da cozinha. encostado, tateio com a minha mão direita o escorredor de louças e procuro por um copo. abro a garrafa, encho o copo e sacio minha sede.

é assim que me sinto vivendo: como se fosse um míope tateando um lugar que conhece só com seus óculos, sempre procurando apoios e esbarrando nos cantos, sem certeza de nada, sem autonomia para mais de meio passo, sem confiança, sempre na dependência, porém com uma estranha sensação de já conhecer todos aqueles caminhos, saber onde estão os cantos que machucam o dedinho do pé e onde começa a parede e acaba o corredor sem precisar bater a testa.

deve ser mais ou menos igual a estar a cem metros de profundidade no mar e subindo. você sabe como e o quê fazer, mas não sabe se com aquelas circunstâncias você irá conseguir chegar à superfície.

porém, quando eu acabo meu copo d'água e começo a fazer o caminho de volta para o meu quarto, é tudo diferente. tenho mais confiança, não conto passos, só me encosto em um batente ou outro e meus pés estão a salvo das quinas.

a visão, ainda que muito embaçada, agora está um pouco mais nítida, as puplias já estão se acostumando com a luz quase inexistente.

encosto a porta com segurança, sem bater ou fazer barulho, todos estão dormindo. deito com a sede saciada e me sentindo bem melhor, sem a tensão e a atenção tão aguçadas como na ida.

procuro meu travesseiro, me estico. confiro o horário no relógio afivelado à cabeceira da cama e fico feliz quando ainda tenho mais de uma hora para dormir. olho para o teto e fico pensando sei lá no quê, mas me sentindo bem, até adormecer.

mas as vezes fico meio triste querendo que essa sensação se espalhe na minha vida, que ela transborde esse pequeno dormitório e me preencha em cada segundo e aí o sono não vem.

o quem vem às vezes são umas coisas que descem do meu rosto e tem um gosto meio salgado, fazem minha cabeça doer e atrapalham meu sono. nessas horas, ainda não sei o que fazer. acho que eu já deveria saber.


daniel



Mais Foo Fighters

Confesso que sempre tive um preconceito do tipo não experimentei mas não gosto em relação ao mundo blogger. Mas felizmente, consegui ultrapassar o preconceito e ver que há muito mais coisa boa que ruim. Mas o melhor de tudo são as cadeias que se formam através de repercussão de posts e comentários.

No post em que expliquei o nome do blog, falei o quão subestimado é o primeiro disco dos Foo Fighters. Nos cometários, o Punch_Drunk disse que concordava que o primeiro dos Foo era subestimado e que Alone + Easy Target (a letra está no link, porque não curti o jeitão espalhado que ficou a outra letra, deixa o post muito grande) era uma puta música.

Ou seja, como eu descobriria que um cara, que entrou no blog porque viu o link do meu blog no blog do Renato, que é namorado da Dani, que é amiga da Gabi, que é a namorada dele, divide a mesma opinião sobre essa música fodíssima dos Foo Fighters se não fosse toda essa conexão blogger?

Blog rules!


Mais explicações

Bom, deixa eu contar uma coisinha para vocês: eu também sou um estudante-de-jornalismo-wannabe-escritor.
Pois é, preparem-se pois esse vai ser o canal para eu cometer (termo preferido para descrever a divulgação dos textos de estudantes-de-jornalismo-wannabe-escritores) alguns dos meus escritos sejam eles inéditos ou reeditados (falou!).

Sinceramente, eu acho que a estréia dos escritos em um blog de tamanha monta como o meu deveria ser com um texto inédito. Mas não vai rolar, minha gente! Não vai mesmo. Logo mais eu desenterro algum dos textos que eu escrevia para um mailzine (que durou umas parcas 30 e poucas edições e tinha circulação bem restrita, só no círculo de amigos que aturavam as coisas que eu e mais uma meia dúzia de gatos pingados escreviam) e coloco aqui, certo?

***

Notinhas para trazer o mundo para a realidade:

- Eu não aguento mais essa tal "Crise na Cásper". O que tem de gente ególatra mais procupada com empostação de voz e tática de convencimento do que com a real situação na faculdade...

- Que calor do caralho! Isso não é temperatura para se viver com civilidade! Na Folha de hoje, tem uma foto liiiiiiinda (copyright by Sharon Eve Smith) de Times Square tomada pela neve... Ô saudade de você, Big Apple!



Algumas explicações para o nome do blog

Como vocês já puderam ver, I'll Stick Around é o nome que escolhi para meu blog.
Alguns de vocês, milhares de leitores, devem estar se perguntando: "Mas que diabos significa I'll Stick Around?"
O significado em português, numa tradução livre que me agrada, é vou estar por aí, vou continuar por aí, vou resistir, coisas do gênero.

Mas a inspiração não foi o significado da expressão por si só. Aliás a principal inspiração foi uma música dos Foo Fighters, que leva essa expressão como título, e quem vem a ser a minha música favorita dos caras.

Ela está no primeiro disco da banda, que é na verdade um "disco de um homem só" de Dave Grohl, feito logo depois do fim do Nirvana. Inclusive muitas músicas foram originalmente compostas para um eventual novo disco do Nirvana.
Eu o considero o melhor disco dos caras e MUITO, mas MUITO subestimado. Grandes canções, ótimo som de guitarra e a tradicional bateria de Grohl. O único problema é o volume do aom, acho que o disco foi mixado muito baixo e perde um pouco do peso. E outra coisa maravilhosa é a banda que Grohl constituiu logo depois de lançar o disco para cair na estrada: ele na guitarra, a cozinha do igualmente maravilhoso Sunny Day Real State (banda emo de verdade, não essas porcarias de Jimmy Eat World), com o baixista Nate Mendel(que continua na banda até hoje) e o baterista William Goldsmith (que logo foi substituído pelo, para mim, eterno "baterista da Alanis" Taylor Hawkins) e o lendário Pat Smear (ex-Germs e Nirvana) também nas guitarras. Essa, na minha opinião é a melhor formação dos Foo.

Bom, vamos parar de enrolação. Muita informação num post só.
para encerrar, fiquem com a letra da música que nomeia o blog. E não se esqueça, i'll stick around!



Foo Fighters

I'll Stick Around


I thought I knew

all it took to bother you

every word I said was true

and that you'll see


how could it be

I'm the only one who sees

your rehearsed insanity


I still refused

all the methods you abused

it's alright if you're confused

let me be


I've been around

all the pawns you've gagged and bound

they'll come back and knock you down

and I'll be free


I've taken all and I've endured

one day this all will fade I'm sure


I don't owe you anything [x4]


I had no hand

in your ever desperate plan

it returns and when it lands

words are due


I should've known

we were better off alone

I looked and I was shown

you were too


I've taken all and I've endured

one day this all will fade I'm sure


I don't owe you anything [x8]


I'll stick around [x2]


and learn from all that came from it




segunda-feira, fevereiro 17, 2003
Bom, parece que pelo menos alguma coisa está funcionando.
Ou melhor, coisas. Tanto os posts quanto os comments.
E sou sincero, não acho a menor graça em blog sem espaço para os (espero que existam) leitores comentarem.
Qual a vantagem de se dizer o que quer sem que se tenha alguém para ler e dizer o que acham?
Bom, tenho de dizer que esse blog só está no ar gracas à maravilhosa influência da experiência bloguística de um amigo que há muito estava distante: Renato Genaro Thibes, que mantém o genial Os Genaros, junto com seu primo Rodrigo, e me inspirou a entrar para o time dos blogueiros.
Bom, o primeiro post é sempre genérico.
Vai melhorar, prometo.


Teste... será que a agora vai?